Ontem, 08/03/21, houve a decisão do ministro Fachin, anulando as sentenças da Lava Jato contra Lula por considerar a 13a Vara Federal de Curitiba apta, exclusivamente, para jugar crimes praticados direta e exclusivamente contra a Petrobras, e que Lula tem o direito de ser julgado por um tribunal competente, de forma isenta, justa e apartidária.
Possivelmente, todos que desenvolveram ódio ao (PT) e a figura de Lula, como seu líder incontestável, devem, agora, estar irados, revoltados contra o que consideram, possivelmente, uma decisão abominável.
" Pensar é difícil, é por isso que a maioria prefere julgar." Carl Jung
Como podemos ser justos se não colocarmos emoções, preconceitos a parte, e olharmos /pensarmos os fatos com isenção, sem paixão? Temos todos os dados, conhecemos as intenções, por trás das histórias? Conseguimos nos colocar no lugar do outro para ver se gostaríamos de ser julgados da mesma forma?
Vemos, diariamente, exemplos flagrantes de injustiças, sejam elas de ordem econômica, política, racial, sexual, étnica. Ficamos indignados, dizemos: "Que injustiça!", quando as mesmas nos atingem, mas silenciamos, e até mesmo aplaudimos quando vão ao encontro de nossa forma de pensar e agir. Será que somos justos em nossos julgamentos precipitados, em nossa avaliação superficial dos acontecimentos, e de como rotulamos pessoas, sem as conhecer?
Todas as grandes figuras da humanidade foram incompreendidas, injustiçadas, condenadas e mortas pelas mãos dos "donos da verdade" da ocasião. Não aprendemos com as histórias vividas e, talvez, se até mesmo Jesus, voltasse entre nós, fosse, novamente, crucificado.
Endeusamos ídolos de barro. Nossa tendência é termos um olhar complacente para com aqueles que fazem parte de nosso círculo de amizades, que compartilham as mesmas ideias e valores, ou que admiramos. Então desculpamos/ ignoramos suas falhas, omissões, pecados, mas quando nossos desafetos incorrem em algum mal feito, os crucificamos, sem piedade.
No caso do Lula, não sei dizer se foi corrupto ou omisso em ver que a corrupção corria solta. Sempre, entretanto, lamentavelmente, a corrupção esteve presente em todos os nossos governos, e ouso dizer, no povo, de forma geral. Nos pequenos atos, nas pequenas infrações: de trânsito, de declaração de impostos, na adequação e seguimento das leis, na obtenção de vantagens.
Sendo justos, há que reconhecer que foi somente durante os dois mandatos de Lula que o Brasil alçou uma posição de reconhecimento e realce no mundo. O país passou a ser respeitado. Hoje, já perdemos, novamente isto. Foi em seu governo que o povo conseguiu um nível de vida decente, e grande parte da população saiu da extrema pobreza, tendo acesso a bens, outrora inimagináveis. Tivemos várias conquistas que, hoje, se perderam. Retrocedemos em todas as áreas.
Não é possível não respeitar um ser humano que conseguiu superar a pobreza, a falta de estudo, e que de torneiro mecânico se transformou em líder, ídolo sindicalista, e foi eleito presidente da república por 2 mandatos consecutivos. Não fala português correto, mas se expressa lindamente; é um orador nato, tem coerência, luta pelo povo, é empático, e sabe lidar com reis e mendigos. Admiro estas caraterísticas, e quero muito ver um julgamento isento de paixões.
De qualquer forma, não enxergo outra liderança que aglutine, mova o povo em torno de uma volta à democracia, e direitos plenos, e capaz de tirar o Brasil do atoleiro, em que se encontra, restaurando nossa esperança de um porvir mais justo.
santa verdade, só não acredita quem se acha acima da "carne seca"
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